Rádio pirata silenciada

terça-feira, 24 de Novembro de 2009



Segundo informação divulgada na comunicação social a GNR aprendeu, no domingo passado, diverso material relacionado com uma rádio pirata, que emitia a partir de duas residências em Refóios do Lima e em Rebordões Souto. Segundo a GNR foram constituidos arguidos dois homens, de 22 e 31 anos de idade, sendo um serralheiro e o outro manobrador de máquinas.
No decorrer da operação, desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Arcos de Valdevez, foram realizadas quatro buscas domiciliárias, em Ponte de Lima e Viana do Castelo.
A GNR apreendeu uma mesa de mistura, três microfones, dois computadores portáteis, 105 CD, duas antenas e dois emissores/receptores.
Segundo uma fonte autárquica, o concelho de Ponte de Lima "assistiu", nos últimos meses, a emissões pirata de rádio, sobretudo aos fins-de-semana, que se destinavam essencialmente a "mexericos" e à "lavagem de roupa suja".

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Portugal dos Pequeninos

domingo, 22 de Novembro de 2009

José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revelou ao jornal Correio da Manhã que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.



Excertos da entrevista


Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?

José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.

– Que problemas?

– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.


– Depois houve mais alguma pressão política?

– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.

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Viana na CIM?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009





A entrada de Viana do Castelo na Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima poderá estar dependente de pequenos pormenores. Segundo referiu Rui Solheiro, presidente reeleito, está prevista uma reunião na próxima semana com o novo presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria, para fomentar o entendimento entre os dois organismos.
A Comunidade Intermunicipal integra nove dos dez municípios do Alto Minho, sendo a excepção Viana do Castelo, que decidiu ficar de forma por não concordar com o princípio 'um município, um voto', preconizado na lei do associativismo municipal.
Além de Rui Solheiro (PS), foram ainda eleitos como vice-presidentes da CIM os autarcas de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo (PSD), e de Ponte de Lima, Victor Mendes (CDS-PP).

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Navegabilidade do Rio Lima

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

No programa eleitoral do PSD das eleições autárquicas constava a intenção de tornar o rio Lima navegável. Trata-se de uma proposta interessante e exequível. A navegabilidade do Lima poderia contribuir para a dinamização turística e económica dos concelhos abrangidos pela sua bacia hidrográfica.
Há estudos feitos sobre a matéria, alguns dos quais referem a viabilidade dessa pretensão. É evidente que quando se fala de navegabilidade seria apenas para embarcações de pequeno e médio porte e pouco poluentes.
No rio Lima, durante o período da Idade Média, o tráfego flúvio-marítimo foi intenso até Ponte de Lima, porto fluvial localizado na confluência do rio com importantes eixos viários da época da ocupação romana.
As suas condições de navegabilidade sofreram ao longo dos séculos profundas alterações, principalmente no estreitamento e assoreamento do leito do seu canal navegável. Na nossa memória ainda está presente a extracção de inertes, o maior atentando ambiental de sempre ocorrido no rio Lima, cujas consequências ainda hoje são visíveis.
O Lima é uma mais valia para o desenvolvimento da região. No entanto, é necessário uma postura diferente na  preservação e requalificação dos seus valores naturais e culturais, que passe obrigatoriamente pela realização de acções de defesa e valorização do património ambiental, de promoção de actividades de sensibilização e educação ambiental e pela conclusão das redes de saneamento.

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Ditos

sábado, 14 de Novembro de 2009



José Sócrates já foi comparado com Blair por causa da sua terceira via. Já foi comparado com Zapatero pelo vanguardismo nos costumes. Mas hoje é para mim claro que a comparação não é entre Sócrates e qualquer dos anteriores. O paralelo a fazer é entre Sócrates e Berlusconi. E é inteiramente necessário e apropriado que o façamos, agora que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça declarou nulas as escutas das conversas entre Armando Vara e José Sócrates no processo Face Oculta.

Pedro Lomba, Jornal I

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Legitimidade democrática

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009



A atribuição de pelouros ao vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Gaspar Martins, tem levantado alguma celeuma, como comprovam  diversas opiniões críticas emitidas nos blogs limianos.
Não me parecem oportunas e correctas algumas dessas críticas. A lista vencedora das eleições autárquicas, nomeadamente o seu cabeça de lista, tem toda a legitimidade democrática para gerir a distruibição de pelouros da forma que achar mais conveniente. Os limianos escolheram claramente a equipa do CDS/PP para liderar os destinos de Ponte de Lima. Nessa lista Gaspar Martins ocupava o segundo lugar, que lhe conferiu o estatuto de vice-presidente. Goste-se ou não de Gaspar Martins, a verdade é que está mandatado pela maioria dos limianos para continuar o seu trabalho na autarquia.
Alguns fundamentalistas que pensam ser os donos da honestidade e da razão esquecem que no regime democrático português existem mecanismos idôneos de fiscalização e justiça. A nível da gestão autárquica existe a Assembleia Municipal. É um órgão constituído por representantes de todos os partidos que concorreram às eleições autárquicas. Compete a este órgão fiscalizar rigorosamente o exercício das funções dos vereadores e do presidente da Câmara Municipal e denunciar publicamente e nos locais próprios as situações irregulares e pouco transparentes sempre que necessário.

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Dia Nacional do Mar

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Celebra-se a 16 de Novembro de cada ano.


A Câmara Municipal de Viana do Castelo, através do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, promove um conjunto de acções nos dias 14, 15 e 16 de Novembro para comemorar esta efeméride com a participação de diversas associações, investigadores vianenses entre outras pessoas e entidades de renome Nacional.
Do programa definido destacam-se visitas ao património marítimo vianense, acções de formação, sensibilização e de limpeza de praias e diversas exposições alusivas ao tema.

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Portugal dos pequeninos

domingo, 8 de Novembro de 2009

Certidões do Face Oculta paradas quatro meses na PGR


As nove certidões que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro extraiu do processo de investigação conhecido como Face Oculta estiveram perto de quatro meses na Procuradoria-Geral da República (PGR) sem que o procurador-geral, Pinto Monteiro, lhes desse um destino.

Jornal Público, 08-11-2009

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Palavras minhas

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009



As eleições já passaram. Subitamente o monstro do déficit, que alguns pensavam estar morto, volta a despertar. E mais uma vez os governantes pedem  sacrifício ao povo para combater essa vil ameaça. Adivinham-se tempos muito complicados. Mas é preciso distrair o povo até novas eleições. Do processo Casa Pia pouco se fala, agora os investigadores ocupam o seu tempo com a Face Oculta e já encontraram o seu Bibi. No parlamento os deputados divertem-se a fazer política com discursos eloquentes até que chegue o fim de semana. Eu gosto imenso do fim de semana e considero justo que os deputados tenham também direito aos dois dias de descanso, como qualquer cidadão. Que seria do nosso país sem deputados e com a avaliação dos professores! Não é dificil governar o nosso país, felizmente temos uma classe política competente e empenhada, já merecedora de trabalhar numa fábrica de componentes automóveis. Palavras minhas.

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Interessante

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

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Daniel Campelo

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009



«Na altura prometi que este seria o meu último mandato, porque há coisas que eu quero fazer e não posso enquanto for presidente da Câmara».

Agora que Daniel Campelo deixou a Câmara Municipal de Ponte de Lima, o autor do Limicorum considera oportuno tecer alguns comentários sobre a sua gestão. Não vou escrever muito. Mais do que as palavras são as obras e avaliação que o povo faz das mesmas. Os limianos gostam de Daniel Campelo. Os resultados expressivos que alcançou nos actos eleitorais em que participou não deixam dúvidas e revelam esse sentimento.
A sua presidência ficou marcada por uma política de boa gestão e disciplina financeira, que facilitou a realização de importantes investimentos, num período em que muitas autarquias pelo país se debatiam e ainda debatem com enormes dificuldades de tesouraria.
Daniel Campelo transformou Ponte de Lima num concelho mais atractivo e aberto exterior, graças a uma estratégia de valorização e promoção dos seus valores naturais  (Paisagem Protegida, Festival de Jardins e Ecovias) e à realização de diversos eventos de projecção nacional e internacional (Feira do Cavalo, Feira Medieval, Campeonato de Mundo de Horseball e Feira de Caça, Pesca e Lazer).
A nível educativo deram-se passos importantes com a construção de vários centros educativos. É irrelevante questionar a sua localização, a verdade é que estão construídos e as crianças têm melhores condições de ensino. Na cultura criou-se e dinamizou-se o Projecto Ponte de Lima Terra Rica da Humanidade,  recuperou-se o Teatro Diogo Bernardes e o Museu dos Terceiros e construiu-se o Albergue de Peregrinos. No desporto, a política de construção descentralizada de campos com piso sintético foi acertada e tem contribuído para a melhoria da prática desportiva.
Mas nem tudo foi positivo. Não se conseguiu atrair indústria para o concelho. Campelo revelou uma estranha incapacidade para explorar as vantagens da nossa localização geográfica e da rede de infraestruturas viárias que atravessam a região, tendo deixado escapar alguns investimentos importantes.
A valorização do centro histórico esqueceu uma das obras mais necessárias na zona ribeirinha: a recuperação do areal, ficando para o sucessor de Campelo a dificil tarefa de encontrar uma solução para esse espaço, que poderá passar pela proibição do estacionamento e a mudança de local da feira quinzenal.
Com a sua saída fecha-se um ciclo e uma nova personagem toma conta do palco. Victor Mendes tem pela frente importantes desafios, dos quais destaco a criação de emprego, o alargamento do saneamento básico e do abastecimento de água a todo o concelho e a preservação do rio Lima, impedindo a sua poluição e promovendo os desportos naúticos, com especial destaque para a canoagem.

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